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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

STORYTELLER & MUNDO DAS TREVAS - POR QUE É TÃO DIFERENTE?

 


POR QUE HISTÓRIAS STORYTELLER É CONSTRUIDO DE FORMA DIFERENTE

o jogo EM Storyteller roda em torno de uma "cidade", ou melhor, uma região definida como território de um grupo.

seja Vampiro, Lobisomem, Mago.

e os problemas e acontecimentos ligados a convivência e relações neste território.

POLÍTICA

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Campanha de Horl - Cenário Medieval do menestrel LUIZ (2)

 O destino do Vasto Continente – Campanha de Horl.



Saudações! Hoje trago-vos um pouco da vida pregressa dos protagonistas desta parte da história do Vasto Continente. São eles: Geth Katzenartig, lobisomem guerreiro, Jorge “Jojo” Joestar, o monge humano, Kovu, um golias bárbaro e Tristan Golfinio, um guerreiro tritão.

Cada apresentação aqui contida é baseada na interação dos personagens entre si antes da aventura que será narrada começar.

Geth Katzenartig

“Geth, Geth, Geth!” 
Assustado com os gritos, Geth se levanta pulando da cama e, ao olhar para o lado, vê uma figura pequena, mas ainda turva. Assim que recobra a consciência, ele reconhece a criança sorridente ao seu lado: Faila, sua sobrinha. 

“Geth, vamos logo; vamos!” diz ela enquanto o puxa pela mão e o conduz até o lado de fora da tenda onde estavam. Ao sair, eles se deparam com uma pequena fogueira onde Malcer, seu pai, e Selise, sua Tia, estavam a sua espera para o café da manhã. Geth se sentou em um dos tocos de macieira que estava posicionado ao redor da fogueira e começou a observar a pequena aldeia em que se encontravam: um conjunto de 7 tendas médias formando um círculo com a tenda maior onde ficavam os líderes da aldeia que era cercadas por árvores. No centro da formação havia uma grande fogueira, um pouco à frente de onde estão no momento. Atualmente vivem 25 pessoas nesta pequena aldeia.

“Isso foi o que restou do Clã Katzenartig...” murmurou ele em voz baixa. Enquanto terminava sua sopa de coelho, Faila se levanta e começa a encarar Geth com um sorriso e diz: “Vamos logo, você prometeu me levar para caçar com você hoje”. Com um sorriso, ele se levanta, coloca a mão na cabeça de Faila e diz: “Ok, pegue meu arco na tenda enquanto eu termino aqui e depois vamos”. Ao ouvir isso, Faila sai correndo imediatamente em direção a tenda. 
Um tempo depois, Geth e Falia se encontram na floresta e, enquanto Geth procura por uma presa, Faila lhe pergunta “por que temos tantas regras para não sair da floresta?”, ao que Geth se vira e responde: “Faila, já conversamos sobre isso várias vezes, você é muito nova ainda... O que posso dizer agora é para nossa proteção, pois nosso Clã pode fazer coisas que os outros não entendem e o que eles não entendem, eles temem. Esse medo foi o que quase destruiu nosso clã uma vez. Quando você completar 15 anos, você vai entender o que estou falando. Enquanto isso, aproveite ao máximo e fique perto de mim. Veja, nossa presa chegou”.
Geth se abaixa, apoiando o joelho esquerdo no chão para ter uma base sólida, retesa o arco, respira fundo e mira o alvo. O que parece ser uma eternidade, passa em segundo e, após largar a flecha, ela voa em direção ao cervo que cai morto após ser atingido no pescoço. Um tiro limpo e uma morte rápida. Mais um tempo se passa e, ao cair da noite, Geth e Faila retornam com os frutos sua caçada. Quando eles já conseguiam avistar a aldeia, iluminada pela fogueira central, escutam um estrondo seguido de uma enorme explosão. Geth cai atordoado, embora o evento tenha acontecido do lado oposto da aldeia. Alguns segundos depois ele retoma a concentração e olha para Faila, que o olha assustado. Ainda com a audição prejudicada pelos zumbidos que pareciam confundir seus sentidos, ele se levanta e segura a mão de Falia, levando-a em direção a aldeia apressadamente. Ao se aproximarem, ele percebe cerca de 30 soldados espalhados para aquelas tendas, que agora assumiam uma figura irregular. A explosão destruíra duas tendas e era possível ver chamas na que estava à esquerda destas. Ao ver isto, Geth se vira para Faila e diz para ela ficar em silêncio e junto dele. Com isso ele se aproxima furtivamente e se esconde entre uma árvore e a tenda deles que fica na extremidade oposta à explosão. Ao observar a aldeia agora tomada pelas chamas, ele consegue ver vários corpos queimados e vários soldados com um emblema redondo cravado no peitoral. Geth reconhece imediatamente aquele broche de coruja feita em bronze, sobre um fundo preto do que parecia ser uma pedra preciosa pelo brilho, cerceado de uma borda também de bronze. Era o símbolo da inquisição, a mesma que vem caçando seu clã há décadas. Geth começa a ranger os dentes de raiva. Faila se aproximara furtivamente de Geth que volta ao momento presente ao sentir a mão dela em seu braço. Ele então retoma a calma e começa a pensar no que poderia fazer para garantir a segurança dela. Enquanto estava a pensar, porém, percebeu que dois soldados traziam duas pessoas acorrentadas e as ajoelham em frente da fogueira. Assim que a luz da fogueira ilumina seus rostos, Geth os reconhece imediatamente: são Malcer e Selise. Alguns instantes depois, os soldados abrem caminho para o que parecia ser o comandante das tropas. À medida que se aproxima da fogueira, ele repara que o elmo desse soldado é diferente dos demais, ele possui o formato de uma coruja e parece ter sido talhado em um bloco de ouro maciço. Fora este detalhe, todos os soldados tinham botas negras como a noite, roupas azuis tal qual o céu da madrugada, vazadas apenas nos braços, onde podia-se perceber que vestiam uma cota de malhas. Os elmos dos demais era de prata, vazados nos olhos e oferecia proteção apenas na área do nariz. 
O homem misterioso com o elmo dourado pronuncia palavras que Geth não consegue entender enquanto anda de um lado para o outro na frente dos seus parentes ali ajoelhados e impotentes. Após alguns instantes, ele saca duas espadas e as crava nos peitos de Malcer e Selise, que caem no chão logo que ele retiraa as espadas de seus corpos. Ao ver essa cena, Falia grita o nome de sua mãe e chama a atenção dos soldados, que se viram à procura do que emitira aquele grito que mais parecia um rugido e os veem. Institivamente Geth puxa Falia para seus braços, levanta-a e começa correr floresta adentro. Logo que começam a correr, percebem que um grito forte de clara raiva. “Sigam eles, não quero sobreviventes”! Geth consegue escutar os soldados vindo atrás deles e, um pouco mais adentro da floresta, sobe em uma arvore à espera de que o grupo de soldados passe sem os perceber. Passado certo tempo, seguro de que conseguiu despistar os soldados, ele desce até a base da árvore e coloca Faila, que está desmaiada pelo estresse e cansaço apoiada no tronco. Ele a desce de seus braços delicadamente e, por um momento, parece esquecer que a sobrevivência de sua aldeia está reduzida a eles. Talvez por isso tenha se dado ao luxo de contemplá-la amorosamente por alguns instantes, antes de ser tomado pela preocupação e ansiedade acerca dos dias futuros. Pensando que ela estava bem, ele se vira para analisar a situação e é surpreendido.
Imediatamente após retirar os olhos de Faila e se virar, ele é atingido por uma flecha em seu braço. Contudo não foi isso que o deixou apavorado, mas o barulho rápido de vento sendo cortado que passou ao lado de sua cabeça. Instantes depois ele ouve um pequeno gemido e vê que a flecha estava cravada no peito Falia, na altura do coração. Naquele momento seu mundo desabou e, junto dele seu corpo. Enquanto desmoronava à vista de dois arqueiros imóveis, ele solta um rugido diferente de todos os outros já produzidos por ele. Clava por Faila, porém o silêncio é sua única resposta e isso devastou ainda mais seu coração. A raiva vai consumindo Geth à medida que os soldados retardatários se aproximam e ele se levanta e vai lentamente aos soldados. Seus olhos antes azuis, emitem um brilho vermelho púrpura que revelam um ódio diabólico. Num piscar de olhos, os soldados veem à sua frente não mais um jovem, mas um Tigre Branco de tamanho assustador. Abismados com aquela transformação e com o aspecto bestial do menino, cometem o erro de esperar que este ataque. Ele, na forma da besta, se dirige ao arqueiro mais próximo. O sorriso de satisfação no rosto dele deu lugar ao pânico. Suas calças estavam cheias de mijo e quando seu companheiro tenta reagir retesando seu arco, percebe que é tarde demais. Quando os outros soldados chegam, veem que aquela figura branca em cima de um soldado, dilacerando sua garganta. Depois de duas mordidas, ele se vira para os outros. Seus pelos outrora brancos como a neve agora estão sujos de sangue e sob a luz da lua naquele descampado, os olhos dele pareciam ter cor de sangue. Abrindo um grande e diabólico sorriso, ele mostra suas presas que agora pingam aquele sangue quente. Os outros soldados cada vez mais apavorados, sem nem tempo de reação são derrubados por golpes de cauda e patadas que Geth em um estado selvagem desfere. Em minutos o destacamento de seis soldados é devorado, deixando uma poça de sangue na frente do corpo de Faila preso à árvore. Percebendo que a fúria assumira o controle, Geth retoma a consciência e se transforma não em um humano, mas em um hibrido. Suas roupas, que cobriam da cintura para baixo estavam limpas, mas a forma animalesca que surgia de sua cintura estava limpa somente nos ombros e nas costas. 
Ele olha assustado para aquela cena. Há pedaços de carne espalhados pelo chão e até em alguns arbustos próximos. Havia apenas duas espadas desembainhadas. Ele olha para Faila, que parecia desacordada e corre em direção a ela, que num último suspiro abre seus olhos e diz:
– Está frio Geth o que está acontecendo? – com uma voz fraca. Sua pele estava agora sem cor e havia sangue em sua boca. Suas roupas estavam também manchadas agora. A floresta toda parecia prestar respeito a uma antiga amiga e calou-se por inteiro.
– Fique calma, eu estou aqui, vai ficar tudo bem –, disse Geth ao retirar a flecha de seu peito e pegá-la no colo. Ele a carrega mais adentro da floresta, para perto de um pequeno lago e a coloca no chão. Enquanto deixava seu corpo à beirada daquele lago cristalino, movido apenas por um vento silencioso que distorcia o reflexo lunar, ele vê os olhos de Faila fecharem-se lentamente enquanto ela dá seu último sorriso. Após alguns minutos de sofrimento Geth, começa a cavar uma cova rasa com suas garras ao lado de uma árvore.
Sobre o tumulo de Falia, Geth pega a flecha que a matou e, com a ponta dela, machada com o sangue de sua sobriha, ele faz um corte em sua mão e, assim, um juramento de sangue: “Por nosso Clã; por Faila eu irei devolver essa flecha ao coração de seu líder e farei isso com um sorriso no rosto, que nem Faila nos seus últimos momentos.” Após isso Geth volta para sua forma verdadeira e entra na floresta e desaparece no anoitecer. Dois anos se passaram e Geth, em busca de sua vingança se filiou a uma guilda de aventureiros a fim de obter informações sobre a inquisição. Nesse tempo ele manteve seu segredo evitando ao máximo interação desnecessária com outras pessoas.

Jorge "Jojo" Joestar

“Homem maduro, mercenário, que bebe mais que anão em festa de bordel, leal ao dinheiro, sexo e drogas, procura grupo para descer a porrada em maguinho, cobra e qualquer outro bicho que solte magia.
Se preferir no sigilo sai mais caro.”



Kovu

Kovu nasceu na cidade subterrânea de Stahl, uma enorme cidade do povo Golias, com uma extensão que cobre todo o grande deserto. Os Golias da cidade Stahl cultuam Macht, o Deus da fúria e da força, uma divindade leal/neutra que acreditava que a força era o único modo de garantir o respeito às leis naturais. Tais leis regem a sociedade dos Golias até hoje.

- Cada Golias é dono de si, da sua força e de todo e qualquer produto que venha dela. É dever de cada Golias lutar contra qualquer um que ouse se levantar contra esse dogma, contra a ele ou a qualquer outro semelhante.
- A força é a busca constante que rege sua raça, superar a sua força física, mental, espiritual e emocional a cada dia é o único motivo pelo qual Match lhe deu a vida.
- Ser forte garante sua sobrevivência; buscar ser o mais forte garante a sobrevivência de todos.

Buscando viver sob os preceitos do seu povo, o jovem ferreiro decide viajar pelo mundo em buscar da sua verdadeira força, carregando sua bigorna, seus instrumentos e sua maior criação: Riesig, a espada que surgiu da forja de 100 espadas de inimigos derrotados. Bruta demais, pesada demais, grande demais para ser chamada de espada.... aquele bloco de aço jamais poderia ser movido por um humanoide comum. A cada inimigo derrotado, Kovu derrete o aço dos seus equipamentos e torna Riesig ainda maior.

Tristan Golfinio

O que seria um dia comum nas profundezas do mar aos poucos se tornou uma noite sem fim. Uma fuligem escura vinda dos rios próximos formou uma película negra no mar, impedindo a luz de chegar até a cidade submersa de Cerennus, nas fronteiras do reino Atlante.
Tristan Golfinio, capitão da guarda marinha, foi então selecionado para comandar uma equipe afim de verificar a causa de tal maldição e informar ao Tridente real.
Ao final de sua investigação, descobriu que algum tipo de inquisição tola havia gerado destruição generalizada nas florestas próximas e as cinzas acumuladas foram levadas pelos rios até sua cidade.
O tridente real, composto pelos 3 regentes de Cerennus, decidiu manter neutralidade frente à superfície e seu poder autodestrutivo, mas manteve Sir Golfinio em terra como correspondente internacional. Disposto a honrar sua missão, ele começou a explorar o mundo tomando para si a singular profissão de aventureiro terreno. Durante esse tempo aprendeu costumes exóticos dos povos do solo, mesmo tendo visto algumas boas ações, também viu a tristeza da maldade intrínseca naqueles seres secos.






POR Srº Menestrel



sábado, 26 de setembro de 2020

Campanha de Horl - Cenário Medieval do menestrel LUIZ

O destino do Vasto Continente – Campanha de Horl.

Saudações! Neste primeiro post sobre a Campanha de Horl irei apresentar o conhecimento prévio dos jogadores em relação aos cenários do Vasto Continente.



Floresta de Elven Wood

Começarei pela floresta entre Horl e Absta. Ela é composta por uma vegetação bem variada, contendo pinheiros, eucaliptos e araucárias como as espécies mais abundantes, além de arbustos baixos e um manguezal com gramíneas, bromélias e samambaias, bem como o próprio mangue na área mais próxima ao litoral. Ao norte, saindo de uma pequena elevação, sai o manancial que alimenta os rios da floresta. Desde o principal, que passa pelo centro da mesma e forma um lago médio onde pode-se encontrar alguns peixes, até os secundários, por onde não passam peixes grandes e os animais podem refrescar-se. O fluxo principal segue ao sul da floresta e segue em direção a Absta. A fauna é formada em sua maioria por animais neutros, como coelhos, pica-paus, tico-ticos, micos, lêmures, preguiças, codornizes, tinca tinca, rãs e afins. Não há muitos animais predadores pela região. A mata não é tão aberta nos arredores, o que dificulta a chegada de estranhos inclusive pelo manguezal, mas no decorrer do caminho ela abre e é possível contemplar as maravilhas daquele santuário natural.

Estrutura de Horl

Em Seguida temos Horl, a cidade onde os personagens vivem de maneira ordeira. É um reino que prega a igualdade de oportunidade e boas condições de vida. Os arredores da cidade são protegidos por torres-sentinela e postos de vigilância mais baixos. Os pontos de observação não ficam a uma distância maior que 400 m um do outro e há rondas periódicas entre estes pontos. Há também uma cidadela próxima ao litoral e uma torre também a 400 m dela. Supõe-se, então, que o exército seja grande e organizado. Após esta primeira defesa há a sede do exército, fora dos limites da cidade, mas a uma distância de 2 km da mesma. Antes de adentrar a cidade, gostaria de falar sobre o setor agrícola, que fica bem próximo ao oceano, mas a cerca de 5 km do porto, o que favorece o plantio. O setor agrícola tem doze fazendas dispostas uma em frente a outra, com espaços iguais e com construções semelhantes. Cada qual com sua cultura, mas todos submetidos à capital.  O porto de Horl é pequeno e seu píer comporta um barco de guerra grande, 2 barcos de guerra médios e 5 embarcações pequenas (como veleiros) por vez. Como os barcos de guerra costumam ficar fora do porto, a capacidade do mesmo aumenta para 25 embarcações pequenas, o que torna a atividade pesqueira bem competitiva. 

Dentro dos limites da cidade temos construções bem elaboradas, quase todas formadas por blocos de pedra, como as muralhas da cidade, que também possuem torres de vigilância. Há três portões na cidade. O maior dá pra rua principal, que segue até a praça principal e, depois, ao Palácio Lunar. 

Distritos e divisões

A cidade é dividida nos seguintes distritos:

• Distrito Comercial 1, onde podem ser achados espadas, escudos, armaduras e o ferreiro. Esta região fica localizada na parte leste da via principal e divide espaço com o próximo distrito;

• Distrito Comercial 2, onde podem ser achados suprimentos para viagem, açougues e hortifrútis;

• Distrito de moda e bem-estar, responsável por vender roupas, brinquedos e utensílios variados. Este distrito fica localizado à direita da via principal, logo que se cruzam os portões principais e também abriga marcenarias, oleiros, relojoeiros e afins;

• Distrito animal, responsável pela adoção e empréstimo de animais, fica localizado atrás do distrito de moda e pode ser acessado por ruas secundárias, saindo diretamente nos portões principal e leste;

• Distritos residenciais 1, 2, 3 e 4 são responsáveis por abrigar os cidadãos de Horl e ficam após o portão oeste;

• Distritos residenciais 5,6,7 e 8 são responsáveis por abrigar viajantes, sejam eles aventureiros ou comerciantes. O distrito residencial 8 tem hotéis de luxo e fica separado dos demais. Costuma receber figuras importantes, como embaixadores e artistas;

• Distrito educacional, abriga as escolas de Horl, desde o maternal ao ensino médio e os cursos;

• Distrito científico, responsável por formar os cientistas de Horl independente da área. É onde ficam a faculdade e os centros de pesquisa. Ficam isolados após o distrito residencial 4. Ali também fica a escola de música e artes de Horl, responsável por formar bardos.

• Distrito religioso, responsável por abrigar templos e realizar cerimônias na cidade, fica ao norte da praça principal e é composto de um único grande templo, um seminário e um cemitério. Há 5 altares pela cidade para que os fieis possam prestar homenagem independente do local e da hora.

Atualmente 10.257 pessoas moram em Horl e a área mais populosa é o distrito residencial 3.

A praça principal fica exatamente no centro de Horl e possui 50 m de diâmetro, com um chafariz no meio, árvores e bancos.

Todas estas construções, exceto pelas marcenarias, são feitos de pedra cinza. 

A taverna

Um dos mais importantes estabelecimentos de Horl, responsável por cerca de 20% da economia é a taverna, que fica a leste da praça principal, bem próximo da área residencial para viajantes. Toda a cidade, pessoas de todas as classes (sociais) vão deleitar-se ali. Todos falam de seu ótimo atendimento e arquitetura ímpar naquela cidade toda quadrada. A taverna é circular, e tem um teto circular que sobe e termina numa ponta vermelho-barro, cor dos tijolos do recinto. As paredes são de tijolos de pedra branca por fora. Assim que se passa pela porta dupla feita de madeira escura e com ferrolhos de ouro, podemos ver o piso de taco, bem diferente do piso de pedra da cidade que parece desgastado pelo tempo e pelo uso. O piso está sempre brilhando, ainda que a taverna fique aberta o tempo todo. O taco é um pouco mais claro que a porta e tem a mesma cor das mesas também circulares que ficam pelo salão. São 20 mesas no total, com 5 cadeiras cada. Nas paredes por toda a construção, excetuando pela extremidade oposta à entrada, há dois bancos com estofado vermelho claro e botões dourados nas pontas pra quatro pessoas com uma mesa ao centro apoiados em uma estrutura de ferro preto. Há 20 daqueles bancos, formados dois a dois, fazendo com que alguns fiquem de costas um para o outro. O bar acompanha a forma circular, mas não chega a pegar a parede inteira, evidentemente. Ele tem cerca de 10m de comprimento e nos horários de pico trabalham até três pessoas ali. Há um grande espelho na parede onde guardam-se algumas bebidas e interrompido apenas por grandes barris de variadas cervejas. A construção fica de pé graças a quatro grandes pilares, todos cravejados de diamantes e com fotos de aventureiros famosos: o Rei em seus dias de glória, o bardo mais famoso da cidade, Baahubali, Elvis, o falecido barman, etc.

Creio ter descrito a cidade da maneira mais sucinta possível. Há árvores espalhadas por alguns cantos,  bem como bancos de maneira com suporte de ferro, como os da praça principal. Nas áreas residenciais há um espaço infantil para entretenimento lúdico. Não há muitas instalações militares na cidade e os personagens não passaram dos portões reais, que ficam ao final da rua principal. Dali pode-se ver uma ponte também de pedra e um lago bem preservado. Há também muitos pombos e alguns lobos podem ser vistos. Talvez por Horl significar Lobo lunar hajam tantas referências a este espécime branco.

Abaixo uma imagem que representa a cidade.



POR Srº Menestrel

sábado, 29 de agosto de 2020

Vampiro a Máscara - Vilões de Verdade (Cenas pós-Crédito)


Cenas pós-Credito

Cenas pós Créditos da Crônica vilões de Verdade

Elucidários

para quem não está acostumado com o mundo das trevas talvez seja necessário uma forcinha para entender realmente o que aconteceu. Como os jogadores são experientes não tive problemas em desejar voos mais altos com essa história.
Nesta história fizemos um cross over interessante, Lobisomens versus Magos, Magos versus Magos, Magos versus Vampiros e finalmente Camarilla versus Sabá.

Vilões de Verdade é uma crônica de apresentação dos múltiplos perigos que o mundo das trevas pode apresentar.

Os mitológicos e épicos Lobisomens são verdadeiramente poderosos, além de uma potência física estúpida e poderes espirituais, raramente estão sozinhos. Atacam em bando e em segundos podem esmagar um vampiro desavisado. Mas eles em geral não são maus, diferentes dos que apareceram na história, seguem regras para proteger e defender gaia (o mundo) da sua destruição iminente. Tribais em sua sociedade secreta protegem lugares sagrados e estão ocupados demais em seus afazeres para simplesmente cair sobre todos os vampiros que acharem (não que não o façam quando podem).
Já os Dançarinos da Espiral Negra são o avesso desta descrição. Corrompidos pela deusa (espírito da tríade poderosa da criação) a Wyrm. Tentam acelerar a destruição de todo o planeta por motivos próprios, matando e corrompendo outros lobisomens, usando vampiros para seus planos, quando estes cruzam seus caminhos.

Já os magos seguem várias tradições de magia (como a ordem de Hermes). estes humanos que despertaram para a realidade mística do mundo, buscam a ascensão (uma espécie de Golconda). A magia para eles é uma arte de modelar a realidade, mexendo na trama pelas nove esferas.
Os tecnocratas ao contrário, dos descritos acima, são magos que justificam seus feitos pela tecnologia avançada que atingiram. Estes despertos, não querem que as tradições ou qualquer outra criatura mística seja descoberta pela humanidade. Isso faria com que as massas que são manipulados por eles, começarem a acreditar em algo além da Ciência e Tecnologia. Para não perder a Hegemonia sobre o mundo a tecnocracia caça e extermina sem dó qualquer coisa sobrenatural.


inspirações
Os espirais negras foram criação minha, mas os tecnocratas e a cabala da Ordem de Hermes foram inspirados em séries e filmes, eu literalmente adaptei para o mundo das trevas. Os agentes do FBI que que enfrentaram o bando sabá eram inspirados em arquivo X e exterminador do futuro.
Já a Cabala da Ordem de Hermes são personagens de Once Upon a time.


Abaixo explico quem são os Personagens não Jogadores (PNJ) que contracenaram com os personagens do jogadores e seus motivos por trás de tudo.

ESPIRAIS NEGRA

A antiga mina abandonada em Chevy Chase iria ser uma colmeia, mas Os magos da cidade com apoio aos irmãos de akasha de Washington e um poderosíssimo ancião vampiro. 

Unindo forças a colmeia não foi construída a tempo. E a "Cash Stone" prestadora de serviço da "GADO CORPORATION", perdeu o direito legal de continuar na "extração da mina", em uma ação pelos vereadores da cidade.

Mas os malditos, espíritos espiões informaram que o ancião se foi.  Uma nova matilha espiral chegou, estão sob a supervisão de alguém importante. Eles quer vingança (contra o vampiro e a cabala) e a todo custo e concluir a colmeia. 

Para isso eles vão usar um fomor (ex-lacaio do príncipe marcon - morto pelo sabá) infiltrado na prefeitura, o que ajudará na revitalização da extração da mina e conclusão da colmeia. 

Querem também usar os vampiros da cidade para ajudar a destruir o ancião vampiro. Jogando sujo, vampiros contra vampiros, eles podem atingir seus objetivos como sempre conseguem.

Os Espirais, rastreiam os vampiros e chegam em Alexander, sua falta de humanidade lhe dá um cheiro doce e atrativa aos lobisomens. Por orientação de um maldito, que espreitava a caverna enquanto Samuel e os magos tentaram limpá-la, o rosto de alexander e seu endereço não foi difícil de encontrar. 


O líder usa os malditos para espionagem. 
Eles tem 3 fomores fortemente armados a postos para a ação... 
Querem matar o Salubre de qualquer jeito, já que ele não é corruptível. 
Querem converter alguém da cabala para NEFANDI... 
  
Estrutura da matilha -  5 Dançarinos – um de cada augúrio

O líder – Philodox posto 3 
Nome: "Merda!" 

A mestre de ritual – Theurge lupina - posto 1 
Nome: "maraviloso!" ou "Grande Bom!"

O bruto – Auron impuro– posto 2 
Nome: "Meu!" 

O louco – Ragabasha - posto 3 
Nome: "gargalhada!" 

A sádica - Galiard - posto 2 
Nome: "tesão!" 

Malditos domesticados 

     Espião - gre                                                          Devorador de mentes 
                                                     
Os tecnocratas do FBI

A cabala da irmandade de akasha, descoberta em Chinatown, estão sob a guerra contra as tradições. O cerco contra a cabala, está cada vez mais acirrada. A NOM ordenou que se intensifica as rondas neste bairro e destruíssem a cabala dos AKASHA, custe o que custar. 

Todas as academias de artes marciais foram autuadas como lugares de tráfico de drogas ligadas a tríade chinesa.

Parece que uma entidade poderosa que rondava pelo local retornou. É imperativo que a tecnocracia evite qualquer manifestação sobrenatural em Washington DC... 

Seja das tradições. 
Seja dos lobisomens. 
Seja dos vampiros.

QUANDO O BANDO SABÁ, FAZ UM FESTIM DE SANGUE EM UMA CIDADE IMPORTANTE COMO WASHINGTON DC, A NOM TAMBÉM SE MOVIMENTA PARA COMBATER A AMEAÇA. 

O festim de sangue foi encontrado por um grupo de jovens que invadiram o local e encontraram os corpos. Após chamar a polícia, um equipamento especial foi usado, pelos primeiros agentes que chegaram ao local, para que os jovens ficassem confusos sobre o que viram e o FBI iniciou as investigações. 

Alertas para o fato do Sabá ter voltado para a cidade descobriram um assassinato incomum. Uma mulher bem vestida encontrada em um beco imundo, teve seu pescoço quebrado em uma posição de queda, o problema é que seu corpo estava seco (sem sangue) e se transformando em “gosma negra”. O corpo foi retirado do local como risco biológico, depois levado para uma instalação secreta da NOM para testes. Agentes da NOM foram acionados para verificar o caso, já que o efeito de corpo se liquefazendo também foi visto nos corpos do festim de sangue. Por enquanto, a busca pela cabala da irmandade de akasha, ficou temporariamente suspensa. 

Por sorte câmeras de vigilância da região registraram uma movimentação estranha de um carro (roubado em nova jersey, em nome de um morto). Colocando um corpo na mala. 

O carro foi encontrado algumas quadras do acontecido, as investigações se iniciam com a equipe fazendo perguntas aos moradores dos prédios vizinhos. 

agente Mulder e agente Scully, foram investiga e levaram um agente de apoio adaptado com alta tecnologia para combate, somente por segurança.

Fox mulder "FBI" 
Danna Scally "FBI" 
Agente de apoio  

Estes Agentes do FBI que foram convocados para uma divisão especial da polícia, há alguns anos, para investigar casos atribuídos a efeitos paranormais. Despertaram artificialmente. 
Estão sob o serviço da nom, em prol de proteger a humanidade do estilo livre de ser, sem seres sobrenaturais guiando humanidade. 

Apesar de agentes de campo tem a proteção da NOM 

Esferas 

Entropia 2, Primórdio 2, Forças 2 

Equipamentos
Smart watch (avatar) 

Pistola de energia 

Smart Glass 


Inteligencia artificial avançada 
Registra as acões 
Monitoramento vital 
Indica probabilidades 
Linka com glass (ativa as funções) 
Linka com a pistola (ativa as funções) 
Dano agravado 

focus para disparo de energia usando
2 forças
2 de primórdios
Scanner geral 
Apresenta textos 
Recebe video chamadas 

focus para leituras misticas
1 forças
1 primórdios
1 entropia



A cabala da Ordem de Hermes

A alguns anos atrás, a mina abandonada em chevy chase, que é um poderoso nodo e iria ser uma colmeia (lugar sagrado para lobisomens malignos). 

Os magos da cabala da cidade, cientes do risco, pediram apoio aos irmãos de akasha de washington (em Chinatown) e estes, quando vieram para ajudar, trouxeram um poderosíssimo ancião vampiro, que tinha feito aliança.
Unindo forças a colmeia não foi construída a tempo e os espirais foram expulsos. 
 Mas o ancião se foi, e os irmãos de akasha estão com seus próprios problemas (a tecnocracia está cada vez mais perto) 

Uma matilha espiral retornou a cidade e eles querem vingança e a todo custo concluir a colmeia. Sem garous na cidade, resta a cabala de hermes verificar se os vampiros vão tomar partido, já que isso interfere sobre a vida de todos... 

Os magos chegam a Peter rastreando o sangue do ancião. O ritual de rastreamento, era para buscar o sangue mais poderoso nos limites da cidade, e a casa de Peter atraiu os magos. 

Personagens importantes da cabala: 

Srº Silver (líder) 
Dono de uma casa de penhores 
E de um antiquário 

Regina (colíder)
Candidata a prefeita da cidade

Mary Margaret 
Professora primária
- casada com David Nolan
viúva

David Nolan 
Delegado da cidade 
- casado com mary margaret 
Morto pelos lobisomens

Leroy
Trabalhador da área de construção 

Emma Swan 
investigadora e
Caçadora de recompensas 


 Um breve esclarecimento sobre a ordem Hermética: 
Elementistas semelhantes aos orgulhosos Tremere. 
Linguagens míticas, símbolos arcanos, astrologia e números 
Esferas de preferência 

Forças - principal (terra e fogo) 
Primórdios – quinto elemento 
Entropia - (fogo e ar) 
Mente - Ar 
Correspondência - Terra e ar 
Vida – água com quinto elemento 


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próxima Crônica


sábado, 15 de agosto de 2020

Vampiro a Máscara - Vilões de Verdade (Sessão 8 - Final)


Conflito Final


Sessão 8 – Conflito Final

Todos dormiram no hospital em lugares improvisados, não havia motivo para se arriscarem fora dali. A equipe de segurança bem equipada que protege o hospital trabalha para Gary um dos mais inteligentes lacaios da Claer, em questões de segurança patrimonial e máscara. Por segurança Alexander, Peter e Tabata se alojaram em um antigo dormitório de Peter, apesar de empoeirado, foi mantido por Bárbara. Já alexander improvisou um saco de dormir no banheiro do dormitório, evitando toque acidentais durante o dia caso Tabata precisasse se levantar.

A noite ressurgiu fria e macabra. Isso não acovardou o grupo, que apesar de não estar cem por cento confiante, estava mais esperançoso com as novas possibilidades.
Leroy, Emma e Margaret, ficaram surpresos em saber que não iriam participar, porém ficaram um pouco aliviados também. Tabata ficaria lá no hospital também, ciente de sua condição deveria evitar contato com qualquer um.
Srº Silver entregou a munição especial de grosso calibre, com liga de prata, para Mary que ficou supresa e temerosa dar problemas na arma, mas aceitou.

Owen foi com regina na van, Mary com Silver no carro dele, Alexander foi com Peter que agora estava idêntico ao Samuel (vicissitude 1), impressionando a todos o ótimo disfarce. Todos deram a partida e saíram do estacionamento do hospital em comboio, passando em frente ao novo Shopping, bem iluminado, que inaugurou a pouco tempo. Se alguém fosse religioso era a hora de orar, pois não tinha mais volta.


A rodovia que liga washington até Chevy Chase estava vazia exceto pelos três carros. Owen, Mary e Alexander testaram o rádio militar que estava em cada um dos carros, falaram de modo militar e Alexander se divertiu com isso, mas Peter se mantinha sério.
Será que eles vão achar que você é ele?
Espero que sim.
Então imita o Samuel pra eu ver se você vai ser convincente.
Que tal assim? - Peter usou a voz do ancião, idêntica em quase tudo, mas não convenceria pelo modo de agir. Quem conhece Samuel, como Alexander conhecia, não seria enganado.
Os dois  sentiram um calafrio, pensando no pior. Talvez não mesmo chegassem perto o suficiente para atrair os lobisomens e ele matariam todos ou fugiriam para matar todos depois. Nenhuma das duas ideias eram boas e ele foram calados o resto da viagem para o local em que combinaram de se separar, falando apenas para ser guiados pelo caminho por Alexander.
Após o local determinado Peter e Alexander pararam e foram explicando como chegar nas duas colinas para as outras equipes, pelo rádio e só voltaram a se preparar após as equipes estarem em posição, prontas para atirar no alvos. A equipe de Owen, tinha uma visão privilegiada, disseram pelo rádio que viam 3 pessoas no local. Os vampiros se olharam se desejando sorte, desceram do carro e foram o resto do caminha a pé.


10 - na fronteira (malditos/película/falcão)

Os vampiros começaram a caminhar devagar cautelosos. As sombras pareciam se mover ameaçadoramente, o nervosismo enfrentar um inimigo dentro do território dele, fez a dupla duvidar se era o melhor plano.

Passaram por um portão de arame que estava derrubado, a placa da antiga empresa fora removida. Entraram no caminho de terra onde o mato estava alto por falta de cuidados, em algumas partes havia sulcos feitos por rodas de caminhão ou caminhonetes pesadas. Nem todas as marcas eram antigas.

Peter percebeu que a frente havia presenças espirituais. figuras horrendas faziam uma espécie de cordão de isolamento, mas não para manter invasores do lado de fora. As criaturas de formas indescritíveis e visivelmente em sofrimento, estavam de costas para eles, lutando para avançar na direção que eles deveriam ir. Peter não descreveu o que via para Alexander temendo uma reação indesejada. Chegando mais perto Peter viu o que evitava que as criaturas avançassem. Uma espécie de membrana, envolvia a região da mina, como uma película em forma de domo fechando do chão até muito alto. Apesar de sutil e etérea, quase transparente, não permitia que aqueles seres espirituais sofredores avançassem para o local da mina.

Os vampiros passaram pelas feras, que os ignoraram, ainda na intenção de passar pela fina membrana. Alexander sentiu um desconforto e nada mais. Do lado de dentro o ar era mais leve e uma brisa fresca tocou o rosto dos dois.
Ali peter continuou vendo os dois lados, físico e espiritual. Percebeu que a membrana não ficaria firme por muito mais tempo. No alto, partes dela estavam destruídas, esburacadas, como uma finas camadas de pele submersas em água, oscilar lentamente. Esses rasgos no tecido eram maiores no topo.
Um assobio alto de uma grande ave de rapina chamou a atenção de Peter e só dele. Um falcão gigante estava pousado sobre um galho fino a direta deles. Peter sabia que era espiritual, mas diferente dos monstruosos do lado de fora, era majestoso e não ignorava a presença dos dois. Apesar de parecer um tipo de guardião do local pela imponência, ele não se moveu ameaçadoramente. Mas olhou profundamente para Peter. o vampiro percebeu que ele estava ferido, pois sangrava sob as penas. 

Avançando, os vampiros começaram a subida mais íngreme deixando a borda da película e o Falcão para trás. Viram na lateral do caminho, entulhos de obra e caixas de madeira ou papelão. Um latão de lixo que fedia muito, e Alexander percebeu óleo ou no chão. Quanto mais avançavam, ficava claro que estas coisas tinham sido colocadas ali de propósito. O local estava se tornando uma espécie de lixão particular, contrastando com a natureza no entorno.

antes de atingirem o topo, Alexander viu um Lobo negro parado no final do caminho olhando para baixo onde eles estavam. Ela recuou saindo do campo de visão deles. Mais alguns passos e seria tudo ou nada.

Ao chegar na área plana na frente da entrada da mina, onde tinha enfrentado o Sabá junto com Samuel e Luna, o gangrel teve um bom pressentimento. Somente quatro dos que lhe atacaram em sua residência, a duas noites atrás. Um homem jovem, a mulher loura, a Loba negra e um senhor segurando uma espingarda. Porém posicionados como era esperado por Owen e Mary, na linha de tiro ideal.

Ora, ora, ora - debochou um homem de cabelos negros e barba rala, Alexander tinha suspeitas que ela o mesmo homem que antes estava mais bestial no primeiro encontro. Apesar de diferente e mais humano, o jeito soberbo era o mesmo. - Quem diria que antes do prazo o Alex ali iria cumprir o acordo… Bem vindo ao nosso lar Vampirão, não esperávamos visita, mas fique a vontade.

Os lobisomens se movimentaram como uma unidade se posicionando em semi circulo, Peter avançou cuidadosamente para eles, seguido de Alexander. Quando a Loba avançou para mordê-lo, Peter Saltou para o lado evitando os dentes de se fecharam com um estalo abrindo um rasgo na calça do Caitiff. Os outros lobisomens começaram a se transformar, crescendo disformes parte a parte, exceto a loba e o velho louco que se enrolou tentando engatilhar a espingarda. Peter usou a Guarda neutra de Obeah e a Loba foi forçada a se afastar.

O primeiro tiro explodiu no peito do Lobisomem que tinha falado, primeiro o impacto e depois o som do tiro, o homem tombou pra trás. enquanto o segundo atravessou o braço da mulher, praticamente arrancando-o. O lobisomem mais velho, pelo susto disparou a espingarda, atirando no chão. Alexander sacou sua pistola e disparou no velho, que desequilibrou para trás soltando a espingarda.
a Loba tentou avançar mais uma vez mas foi detida pela barreira da vontade de Peter.

Um monstro gigante, o quinto lobisomem saltou de dentro da caverna. A imagem do monstruoso Lobisomem vindo na direção dos vampiros quase os fez bater em retirada, mas antes de se aproximar o suficiente para atacar os dois, a fera involuntariamente se jogou no chão, incapaz de entrar no perímetro da guarda neutra, recuou.

A mulher estava quase completamente transformada, furiosa, mesmo com o braço esquerdo quase amputado, sem saber que não conseguiria, também tentou atacar os dois vampiros a sua frente, mas sua cabeça explodiu com o terceiro tiro. O quarto tiro de longa distância atravessou o peito do gigantes de sofreu com a dor caindo de joelhos. a loba tentou fugir, mas alexander a deteve, disparando repetidamente até que ela caísse no chão. 
O Monstro tentou levantar e caiu de joelhos novamente, seus olhos vazios e a respiração sanguinolenta anunciava a morte próxima. O velho se rendeu, levantando as mãos e rindo para os dois, mas dois tiros acertaram abrindo verdadeiros rombos no corpo, ele tombou ao mesmo tempo que o gigante. os corpos dos homem e da mulher estavam murchando voltando a forma humana. Alexander avançou para certificar que a loba não levantaria mais, Peter desviou a arma e o disparo acertou o chão.
Para quê isso?
Para ter certeza que ele não vai levantar e fugir, não sei se ele está morto - Alexander respondeu com raiva, isso era muito óbvio.
Deixe eu ter certeza então. - Peter se aproximou do corpo da loba que tentou mordê-lo, mas os ferimentos limitaram seus movimentos e a dor a fez deitar novamente indefesa. - Ela não precisa morrer ainda, vou usar um poder de paralisar ela (Valeren 2 - toque anestésico)
O gangrel, ainda sedento de vingança, não gostou da orientação. Fez o sinal combinado com as mãos para as duas equipes se aproximarem. andou para o outro lado e atirou no lobisomem que não havia se destransformado como os demais.

Peter sentiu o chão tremer, vendo que alexander não tinha se incomodado, soube que era espiritual. Um barulho rouco emergiu da caverna, um lagarto voador de aspecto asqueroso, lembrando um dragão esguio, saiu de lá, passando pelas pedras sem tocá-las. o vampiro ouviu também o grito do falcão, que surgiu na noite como um flecha em vôo de ataque. O falcão cravou fundo as garras no lagarto e eles rodopiaram no ar se degladiando. Quando se desvencilharam o lagarto fugiu por uma das fendas superiores da membrana e o falcão plainou em triunfo sobre a caverna.

Alexander perguntou porque peter estava parado olhando para o alto. O caitiff viu flash virem do alto entrando na caverna sem afetar o padrão de voo do falcão. Um desses flash parou na frente de peter e ele viu que era Amme, a menina morta que ele conheceu em seu necrotério a anos atrás.

Ela pegou na mão de Peter e puxou falando que não podiam esperar, Peter correu sendo puxado, ou sentindo como se fosse puxado, para entrada da caverna. gritou para Alexander segui-lo. O gangrel tentou argumentar dizendo poder haver mais lobisomens, que era perigo, que deveriam esperar os outros, mas nenhuma dessas coisas fizeram peter ao menos exitar. Sem enxergar nada, Alexander usou olhos da besta (metamorfose 1) para ver o caminho e viu mais coisas, mortos mutilados e em decomposição estavam presos na parte interna da caverna. O cheiro era insuportável para qualquer um que respirasse. Mas Peter ignorava qualquer coisa, em meio a escuridão completa via apenas Amme a sua frente de seguiu confiante.

Depois de um tempo, caminhando acelerado dentro dos corredores. Peter avistou luz e o som de um gerador portátil ligado. Em uma sala improvisada em um dos muitos corredores, tinha uma maca com um homem nú desacordado preso a ela, por correias que o imobilizaram. No lado oposto pelo menos 5 corpos mortos jogados uns por cima dos outros, no fundo da saleta, um sofá rasgado e uma cômoda velha, com malas novas abertas e seus conteúdos espalhados.

Amme levou apressada Peter para a maca. Ele pode ver que a correas tinha lâminas que rasgavam o corpo do homem sempre que ele tentava se mexer. Viu também que uma bolsa de soro ia ao acesso do braço dele, mas frascos de algum psicotrópico poderoso caídos no chão davam a entender que o homem foi drogado recentemente.
Tenta salva ele! Por favor, não temos muito tempo - Amme suplicou ao vampiro.
Alexander chegou ao local observando tudo, viu Peter conversando com o ar dizendo que seria quase impossível ajudar aquele desconhecido. Peter pediu ajuda para Alexander remover o homem dali e levá-lo para sua casa, onde teria material e equipamento e tentar salvá-lo. Alexander ofereceu a própria casa informando que era muito mais próxima dali.

Quando saíram da caverna viram owen e Regina ali, colocaram a maca com o homem dentro da Van. Peter ainda de luva exitou antes de tocar novo paciente, mesmo de luva havia o risco de contaminação, mas não tinha outra escolha. Livrou o homem das correias que o feriam e orientou Regina usar as mesmas para imobilizar a Loba que ainda estava viva. A maga riu sabendo que essa era a melhor forma de estudar seus inimigos e conseguir informações úteis. Owen disse que iria ligar para Gary e a “equipe de limpeza” para livrar a área dos corpos. Os vampiros partiram antes que Mary Jane e srº Silver chegassem ao local.

Na Van Alexander dirigiu o mais rápido possível, tentando seu cuidadoso e peter foi na parte de trás amparando o homem, mesmo fraco ele balbuciou algo ininteligível, parecia dizer filha ou algo parecido.

Não demoraram até chegar na casa do Gangrel. Mais uma vez peter médico experiente falou o que Alexander deveria fazer e juntos salvaram o homem da morte quase certa.

Descansando depois dos procedimentos Peter recebe uma ligação, confere o número vendo que era Tabata.
Alô Tab… - ele foi interrompido pela voz angustiada de sua lacaia.
Alô PETER!!! Queimaram nossa Casa!!!! Eu acho que... - barulhos do outro lado da linha e Tabata grita antes da ligação cair

Peter não tinha tempo para comemorar a vitória sobre os Lobisomens, agora a pessoa que mais lhe importava estava em perigo. Ele precisa ir salvá-la.


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sábado, 1 de agosto de 2020

Vampiro a Máscara - Vilões de Verdade (Sessão 7)


A Revanche Tecnocrata


Gregório ficou parado olhando para os corpos selecionados pelos seus irmãos de bando, que ele carregou pelo mercado até o ponto em que Sarah indicou, mas algo não estava certo. Ele continuava parado, a sensação de garganta seca, que sentia apenas quando era humano, só que não era fome. Ele se alimentou fartamente do cego que encontrou, estava saciado. Até que ele pronunciou baixinho, inaudível em meio as lamúrias dos reféns que choravam de desespero aguardando o mesmo destino que muitos outros cadáveres ali no local - “Por quê estamos fazendo isso?” - Gregório refletiu com pensamento distante.

Desde de sempre encorajado no Sabá enfrentar os inimigos da seita, sem piedade, sem escrúpulos, sem remorso. Mantinha a fé no Sabá como único caminho para uma liberdade real, separado da influência dos velhos anciões. Foi para Washington com o objetivo de esmagar o inimigo, mas o inimigo não veio. O tédio da cidade sem vampiros atacando, contaminou seu coração com dúvidas não ouvidas até o momento. Daí a polícia encontrou o esconderijo e se defender é preciso, então, “morte a quem se opõem ao sabá!”. Até aí tudo certo.

Porém Gregório estava com seu bando invadindo um local público cheio de pessoas (gado), ajudou a matar e esquartejar, arrastou corpos mutilado e está preparando novos membros do sabá, criando monstros que irão se alimentar de pessoas, que não podem se defender e temerosos pela sua vida já perdida, choramingam se consolando uns aos outros. Alguns ainda tem fé em sobreviver. Por algum motivo, eles ainda querem viver. Qual o motivo real do bando em fazer isso?

Anda logo Gregório!!! - gritou Sarah para o ventrue anti-tribu, arrancando ele de sua reflexão e início de arrependimento, ele tenta reagir olhando para ela se recompondo - Chama a Lia que tá na hora, alguns dos novos já começaram a tremer logo vão levantar.

Gregório ainda confuso, anda para direção em que acredita que Lia estaria. Da última vez que a viu, a sacerdote do bando estava na forma de Horripilante, de uma fera meio morcego, o que lhe deu pavor o suficiente para evitar ficar perto dela. Os joelhos vacilaram durante a caminhada ao lembrar disso, ele esperou que Sarah não tivesse percebido seu nervosismo. Entrando em um dos corredores, Adrian socava repetidamente o rosto de uma mulher, o pander riu dela quando a face afundou.

Chegando no corredor de bebidas viu Lia em seus atuais 2,5 m de altura garras e orelhas pontudas esticando a pele de um homem, ainda vivo, que apesar de fraco gemia profundamente de dor. Ela fez dele um tipo de quadro bizarro, posto bem alto preso nas ferragens das prateleiras de bebibas, onde sua barriga estava aberta e os órgãos exposto sangravam lentamente. Olhando aquilo no corredor mal iluminado, Gregório tropeçou em algo que tentou gritar ao ser pisado. Uma criança toda deformada misticamente tinha os olhos e a boca tapada pela própria pele, os membros retorcidos se amarravam uns nos outros como um laço macabro nas costas da criança, mantendo ela de barriga para baixo.

Gregório viu mais três corpos igualmente distorcidos, tendo certeza que foram obra da vicissitude de Lia, que até o momento não o percebeu, ou ignorou propositalmente a chegada de Gregório na cena. Gregório olhou mais uma vez para Lia, tentando parecer firme e antes de conseguir falar, percebeu um líquido negro e asqueroso, escorrendo do ouvido e dos olhos da Tzimisce, enquanto ela brincava com o “homem quadro”.
Lia, Sarah está chamando, está na hora… - ele continuou sendo ignorado. Quando avançou para insistir, o monstro horripilante em que a vampira se apresentará, ficou imóvel olhando para ele com ar de aviso. Ela não iria parar de se divertir agora. Gregório não precisou de um segundo aviso e saiu do local evitando tropeçar novamente nos corpos do chão.

Chegando novamente no local da transformação dos novos membros, as pessoas que antes choramingavam, agora berravam em desespero. Um dos novos vampiros visivelmente morto, estava de pé e faminto avançou em Sarah, mas ela se desvencilhou dele e empurrou o homem vampirizado para longe. Ele caiu perto dos reféns e não tardou em tentar morder alguém.

Sarah xingou Gregório de incompetente e outras coisas, mandando Adrian buscar Lia. O pander não se manifestou contra, indo decidido para o corredor de bebidas. Não tardou a confusão aumentar. Pelos sons ouvidos por todos, Lia e o Adrian não estavam se entendendo. Gregório tinha certeza que as coisas iam piorar, pois era certo que a Tzimisce iria entrar em frenesi ao ser incomodada.

Dois segundos depois, Adrian atravessa a parte dos congelados. De certo foi arremessado por Lia a quase 10 metros. Com o impacto sobre um freezer, estilhaçou uma portas superiores de vidro com as costas jogando cacos de vidro para todos os lados. James sacou as armas preparado para se defender e Sarah xingou mais uma vez quando o segundo cadáver seco e sedento de sangue, se levantou buscando agarrá-la.

Em meio ao caos, os quase 30 reféns se levantaram, o desespero superou o raciocínio de qualquer ordem, dada anteriormente pelos vampiros, para os reféns ficarem juntos. As pessoas em desespero se dividiram, alguns correram para a porta do estoque no fundo do mercado, dois foram na direção de Sarah e tombaram com disparos da pistola, outros cinco passaram por Gregório que paralisado não teve reação. Adrian descarregou a sua arma automática em Lia que avançava para ele como um urso enfurecido.

Gregório tinha certeza que estava ficando louco, nada fazia sentido, principalmente os dois insetos, talvez moscas, que passaram perto dos seus olhos brilhando em azul no ambiente escuro e barulhento. James atirou em um cadáver ambulante que avançou na direção de Gregório, um dos novos vampiros sequiosos por qualquer sangue.

Adrian usou sua rapidez e desviou dos ataques de Lia, até ela parar de tentar atacá-lo e mirando sua frustração em outro alvo, destroçar um humano que passou perto dela.
Sarah e James foram atrás dos humanos que foram para frente da loja matando todos a tiros.

Foi quando os dois perceberam, a polícia estava do lado de fora do local. Pela luz do giroscópio não dava pra saber quantos carros tinham, mas o barulho do helicóptero era inconfundível. Era hora de mudar de planos, não dava tempo pra promover um ritual. Sarah orientou James, o bando iriam fugir do local deixando tudo para trás.

Lia saindo do frenesi percebeu os quatro vampiros esperando ela parar de desmembrar o humano. Todos ouviram os policiais fazerem ameaças, ordenando que saíssem com as mãos na cabeça… o de sempre.

o grupo ignorou as pessoas e subiu para a escada na esperança de sair pelo telhado, Sarah foi explícita em mandar Lia sair da forma horripilante, o grupo passou rápido por algumas portas em um corredor com luz de emergência. Lia se destransformando acompanhou todos a contragosto.

Antes de abrir a porta, Sarah deu as instruções para correrem na direção da parte de trás do mercado e não parar para nada. Lia se adiantou ignorando os gritos de Sarah e abriu a porta se precipitando para correr.

Gregório viu tudo em câmera lenta. A porta abriu e como se a polícia esperasse por isso, o som do helicóptero e a luz do holofote invadiram o corredor instantaneamente. Antes que Lia desse o primeiro passo para fora, um disparo perfeito e o crânio da vampira Tzmisce explodiu na frente do bando. Adrian e sua rapidez fecharam a porta e os novos disparos atingiram ele o grupo de jogou no chão evitando os novos tiros.

Não era munição normal, os buracos deixados na porta de ferro e no corpo de Adrian ainda queimavam como se fosse ferro fundido, fazendo o vampiro urrar de dor e rolar no chão. Sarah guiou o grupo rapidamente para a escada enquanto novos disparos foram feitos. Antes de descer para se safar, Gregório olhou a última vez para o corpo inerte de Lia, caído no chão perto da porta de terraço. Ela nunca mais iria se levantar.

Gregório ajudou Adrian a descer as escadas, lentamente se aproximaram de Sarah e James. Gregório falou algo sobre o que fazer, foi ignorado como sempre. Olhou com raiva para os dois que não poderiam estar calmos com esta situação. Percebeu que eles não estavam calmos mas espantados olhando para o alto do lado de dentro do grande salão da loja. Seguiu a  direção para onde estavam olhando se espantou também.

Quatro discos azuis brilhantes apareceram no alto. Afastados uns dos outros, não voavam como ovnis, estavam parados próximo ao teto. Do tamanho de uma mesa pequena de centro, os quatro discos azuis em seu centro cintilavam e ondulavam como uma superfície de lago perturbado pela chuva, mas as bordas fixas não se mexiam.

Antes de qualquer indagação plausível, 4 bolsas pretas grandes com a logo do FBI atravessaram ao mesmo tempo os discos, caindo no chão do mercado. James se adiantou indo a bolsa mais próxima. Abrindo riu para o grupo como se risse de uma piada de muito mal gosto. Sarah se aproximou dele e viu o contador digital chegar a zero, na contagem regressiva.

Do lado de fora, a polícia se abaixou quando a explosão rompeu os vidros e lançando chamas e as portas do mercado a dezenas de metros de distância. Alguns policiais se feriram e dois morreram.



     o desfecho



Horas depois todos os Estados Unidos da América estava de luto. Em todos os canais os repórteres lamentavam, falando do último ataque terrorista em solo americano. A cidade de Washington foi alvo de mais um atentado a bomba, terroristas sequestraram pessoas em um mercado de grande porte e a polícia não conseguiu evitar que eles detonassem a Bomba.
Mas dentro de uma sala no prédio do FBI, sete pessoas em videoconferência com partes de todo o mundo, comemoravam.

A TECNOCRACIA se vingou da morte de dois agentes, além de evitar a quebra de máscara mantendo a humanidade sob controle. Nada em hipótese alguma pode alertar a humanidade sobre o sobrenatural, isso seria o fim do controle absoluto da tecnocracia.





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sábado, 18 de julho de 2020

Vampiro a Máscara - Vilões de Verdade (Sessão 6)


A Reunião


Barbara gentilmente forneceu a sala de reuniões da diretoria. Lá dentro os presentes ouviram Samuel, que pediu para Mary Jane esperar lá fora e depois que a lacaia da príncipe saiu, ele sem rodeios falou .

Eu não posso ajudar diretamente. Tenho motivos para não poder me ausentar de Washington. A Príncipe da cidade precisa do meu auxílio em livrar o território de inimigos que está novamente tentando se instalar. Porém eu confio plenamente que Peter e Alexander podem me representar neste caso. Minhas habilidades psíquicas estão limitadas porque estava em Chinatown, quando a tecnocracia fez uma espécie de magia para inibir os poderes da irmandade de Akasha, logo fui afetado também. Então devo votar o quanto antes para meus afazeres. Pedi para a Mulher que estava conosco sair, pois ela e o outro não devem saber de tudo. Então cuidado com o que vão falar próximo deles, oriento não explicarem muito sobre sua condição magika, para não atrair interesses maliciosos da príncipe.
Então é isso?! Está tudo perdido?! - Reagiu mal Regina, olhando feio para Samuel - Nos associamos a Vampiros, agindo desesperadamente, como a propósito não deveríamos agir e por fim, nossa maior chance de sobreviver a uma invasão de lobisomens loucos comedores de carne humana, diz sem cerimônias “não posso ajudar”, vamos embora Silver, talvez de tempo de fazer as malas antes de ser comido pelos - Regina foi interrompida por srº Silver que tocou no braço dela enquanto ela levantava. Ele não tinha ouvido o suficiente e muito mais prudente que a jovem Regina, fez um gesto para que ela se sentasse de novo.
E como exatamente você acredita que eles podem ajudar Samuel? - Questionou Srº Silver - São Lobisomens, Dançarinos da Espiral Negra, sabe que não haverá espaço para diálogo. Ainda tenho que entender antes de mais nada sobre essa tal doença, que o Peter me disse que é falta e altamente contagiosa.
Peter tem agora parte do meu poder, concedi a ele uma boa soma de sangue meu, estou certo que isso irá ajudar. Alexander é novo, mas foi escolhido por uma vampira que muito exigente, garanto que com o tempo irá se mostrar bem habilidoso. - Samuel respondeu.
Quanto a doença posso hoje esclarecer muito mais que ontem. Eu e Alexander revimos minha pesquisa, durante a conversa chegamos a boas conclusões. - Peter falou eufórico, feliz pois a um ano não tinha tanta esperança, de chegar em algum lugar sobre esta doença enigmática e salvar Tabata com isso.

Peter e Alexander falariam tudo o que concluíram na noite anterior, mas Peter se calou. As imagens das pessoas na sala se confundiram com diversas cenas de outras pessoas em outros momentos, tão vívido como se pudesse tocá-las todos ao mesmo tempo. Peter fechou seu único olho para na tentativa de organizar as cenas, não que assim facilitasse muito, mas era involuntário, um modo de amenizar a loucura do fluxo ininterrupto de informação. Ele havia passado por isso com maior frequência no último ano e sempre era diferente.
Samuel explicou a todos na sala sobre as habilidades oraculares de Peter, este depois de um tempo, voltou a si e tentou explicar para os presentes o que viu, narrando como que lembra de um sonho estranho.

Disse que percebeu Samuel invadindo a capela Tremere, usando ofuscação e andando furtivamente pelas sombras, ele diagnosticou pela valerim os vampiros que estavam contaminados e os assassinou sem exitar.
Outra cena que desenrolou foi de um ritual sendo feito pelos magos da Ordem de Hermes sobre o Samuel fazendo o sangue dele se tornar azul, posteriormente um pouco do sangue azul despejado em um recipiente de sangue negro, a mistura foi ficando vermelha gradativamente os sorrisos de todos deixou claro que a cura seria alcançada.
Na terceira cena organizada com muito esforço, os Lobisomens reverteram o plano de quem queria os emboscar. No meio da cidade, na área das indústrias abandonadas, espíritos malignos avisaram aos lobisomens onde cada um estava, assim os magos, os lacaios da Claer e por sim os vampiros eram mortos pelas costas enquanto esperavam.
As outras cenas estavam embaralhadas demais e independente da vontade de Peter, não conseguiu mais do que um mercado Explodindo.

Samuel confirmou seus atos, tentou se justificar explicando que era preciso ou a doença se espalharia, mas isso não diminuiu o espanto dos mago e de peter, já Alexander achou muito lógico.
Quanto a doença Alexander finalizou a explicação sobre ela, e como era uma doença vampírica mística, disciplinas (poderes vampíricos) talvez pudessem ajudar a defender, neste caso o sangue de Samuel deveria ser muito útil, Peter complementou falando do papiro, que ele teve primeiro contato junto com os fracos do sangue negro, lembrou continha uma espécie de ritual. Essa era a melhor pista do modo de criação da doença ou talvez da cura.
Srº Silver disse que a ordem de Hermes poderia ajudar com a parte do ritual, caso se conseguissem se livrar dos lobisomens. Lembrou esses lobisomens são diferentes dos comuns e espíritos da cidade ou do lixo poderiam ajudá-los, então se guiando pela visão descrita, deveriam fazer o plano no lugar mais improvável, no ambiente mais natural possível.

Vendo que os pormenores estavam adiantados, os termos de uma aliança temporária, mas promissora entre Magos e Vampiros tinha se firmado. Samuel redefiniu para ficar claro:
Então pelo visto temos motivos de ambos as partes para entramos em comum acordo. Vampiros ajudam os magos a expulsar lobisomens de Chevy Chase e Magos ajudam os vampiros a livrar o mundo de uma doença mística poderosa.
Isso pode ser o início de uma boa aliança - brincou Alexander olhando com certa malícia para Regina.
Não creio que todos os termos estejam acertados - Criticou srº Silver com firmeza. - Vocês podem ser igualmente predatórios em um futuro, não acho que podem sair por aí matando qualquer humano, em nome de sua fome. Temos parentes e amigos em Chevy Chase e se quiserem ser nossos aliados em qualquer coisa além de caçar estes malditos lobos, devem nos dar sua palavras sobre a segurança das pessoas de Chevy Chase. É bem possível que não sejam os únicos a residir por lá, logo que garantia temos contra os outros também.
Eu sou zelador de Chevy Chase, nomeado pela príncipe de Washington que rege aquele território também. - explicou Peter - por isso posso criar regras e controlar os vampiros da Camarilla que passem por lá em nome da príncipe. Além disso minha missão lá é evitar que vampiros do Sabá, que são muito mais predatórios que nós não entrem no territórios. Assim posso ajudar e mostrar para vocês, caso essa aliança se torne duradoura, contra quem lutar, como defender Chevy Chase e proteger seus entes queridos se assim desejarem.
Regina olhou satisfeita para srº Silver. Apesar de ser contra a maioria da possibilidades, um acordo histórico como esse, acabaria por tornar um problema vampírico, uma solução a longo prazo em benefício de todos.
Creio que a partir daqui vocês não precisarão mais de mim. - afirmou Samuel - vou para meus afazeres e pedirei que Mary Jane entre e vocês decidam o plano com quem pode executar melhor o combate. Lembrem-se que nem tudo eles podem saber além do óbivio, que Alexander e Peter são vampiros e vocês vão enfrentar lobisomens. O restante é com vocês.

Samuel saiu e Mary entrou na sala logo em seguida. Eles decidiram fazer a emboscada na mina, avaliando o terrenos pela internet. Mary escolheu dois lugares afastados que dariam uma boa visão da entrada da mina, onde ficariam os atiradores. Como os lobos estão esperando Alexander e Samuel, Peter, irá disfarçado de Samuel (usando vicissitude) e Alexander atrairão os lobisomens para campo aberto. Do topo de duas colinas, mais ou menos de frente para a entrada Mary Jane e Owen atirariam no lobos, com  eles teriam apoio Regina e Srº Silver. Os magos, agindo como se não tivessem poderes ou muito conhecimento perguntaram sobre munição de prata, Mary explicou que impossível usar munição de prata em uma arma de grande impacto, pois sendo um metal flexível, a prata estilhaçaria no cano da arma de longo alcance. Senhor Silver, disse que tinha contatos e poderia ver com amigos que trabalhavam com ligas metálicas especiais, mas precisaria de todas as balas normais da arma para ter algo com que trocar. Mary Jane achando estranho e sem confiar muito, confirmou que poderia mas o risco ainda assim era grande.
Regina perguntou como Peter e Alexander sobreviveriam caso tudo desse errado, não preocupada com eles, mas com o sucesso da missão. Peter explicou que o sangue de Samuel lhe concedeu temporariamente uma habilidade de evitar aproximação (obeah 3 - defesa Neutra) e usaria isso para manter os lobisomens longe tempo o suficiente para serem abatidos e que Alexander levaria uma arma automática com balas de prata evitando assim que os lobisomens fugissem.

Terminada a reunião, talvez a mais importante das vidas de Alexander e Peter, cada um foi se preparar para a noite seguinte conforme combinado. Mas os vampiros foram enterra o corpo de Milo a pedido do gangrel.

Levaram o corpo pelo carro de Peter, Tabata foi com eles. Pararam no acostamento da rodovia e entraram mata adentro, sem temer. após encontrar um lugar ao gosto do Alexander cavaram com uma pá que tinha pego no hospital. O gangrel pensou em dizer algumas palavras, porém só lhe veio raiva e desolação. Peter tentou consolar o novo amigo, tabata também falou. Foi aí que o caitiff percebeu que algo estava acontecendo, o lobo saiu do buraco, seus pelos pálidos e fantasmagóricos em tom azulado, oscilaram no mesmo ritmo que o capim alto com a brisa noturna. O animal não percebeu os dois vampiros e a carniçal que velavam pelo seu corpo enterrado, mas ergueu as orelhas como se tivesse ouvido algo no norte. Uivou em plenos pulmões com vigor de uma fera potente, mas somente Peter pode ouvi-lo e antes que o vampiro pudesse descrever o que via, Milo partiu ligeiro em corrida pela noite, sumindo na escuridão.



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sábado, 4 de julho de 2020

Vampiro a Máscara - Vilões de Verdade (Sessão 5)


Buscando Ajuda

Ao anoitecer

Peter se levanta da cama improvisada no chão, Alexander estava dormindo profundamente como um cadáver do outro lado do quarto, não havia nenhuma luz no ambiente até que Peter mexeu no celular para checar a hora, já era noite. Sem pensar em nada além de Tabata, ele abre a porta e vai apressadamente para onde Tabata estava, ao abrir a porta ansioso por ver o resultado seu sangue gela, Regina a maga que quase lhe tirou a não-vida na noite anterior estava em pé ao lado da Tabata.
Tabata, está tudo bem?! - pergunta Peter em voz alta se preparando para defendê-la se fosse necessário.
Estou bem Peter, não se preocupe! Regina não veio para nos fazer mal, não hoje - Brincou Tabata estranhamente mais disposta do que nas última duas semanas - ela veio pedir ajuda de modo mais educado nesta noite.
Boa noite Peter, quero me desculpar pela noite anterior, começamos com o pé esquerdo, não é mesmo?! - debochou Regina da situação
Peter ignorou o bom humor das duas e foi verificar Tabata de perto, pela avaliação visual ela estava muito melhor levando a entender que o sol foi realmente um bom palpite no tratamento da doença, mas ainda não estava curada por completo, sinais de debilidade ainda eram notórios, porém a esperança encheu Peter de ânimo que quase se emocionou.
Desculpe interromper essa cena linda, só que não temos muito tempo. - falou Regina cortando o clima sem cerimônias - Os lobisomens atacaram no final da noite anterior, um dos nosso morreu e logo eles estarão aqui, se vocês quiserem nos ajudar temos que ir atrás de Samuel agora.
Boa noite! - falou Alexander sonolento pela porta aberta, ainda no corredor, reconhecendo Regina a candidata e lembrando da narrativa feita por Peter na noite anterior sobre os magos que invadiram a casa.
Os quatro conversaram descobrindo mais sobre o ataque dos lobisomens, o mago que trabalhava na polícia foi devorado durante a investigação sobre mortes atribuídas a um ataque de urso, não sobrou muita coisa, só o suficiente para reconhecê-lo.
Peter e Alexander se surpreenderam ao ver que Milo também estava praticamente curado após a cirurgia, trocaram os curativos e se prepararam para partir o quanto antes para Washington DC já que o perigo é iminente.
O grupo composto por Srº Gold, Leroy e Emma, foi em um carro, Tabata e Peter em outro carro, Alexander, Regina e Milo na picape de Alexander. o comboio partiu de uma rua residencial da frente da casa de Peter rumo a Washington como objetivo de conseguir ajuda de Samuel para livrar Chevy Chase City da invasão dos Lobisomens comedores de carne humana.
Durante a viagem Alexander e Regina conversaram de modo amistoso sobre vários assuntos como a candidatura dela, Lobisomens e a relação dos magos com vampiros. Regina explicou que está um pouco surpresa quanto aos vampiros, pois esperava por criaturas malignas bebedoras compulsivas de sangue e os três únicos vampiros que conheceu de perto fugiam ao que aprendeu. Alexander explicou que existem muitos vampiros que são realmente como ela esperava, falou sobre as sociedades da camarilla e do sabá, como este último usa humanos apenas como gado e como ele entrou na batalha para evitar que o sabá dominasse Washington e consequentemente Chevy Chase.


 Em Washington

Peter guiou o comboio por dentro de washington até Chinatown, primeiro lugar que acreditou que encontraria Samuel. Parou em uma rua se sentindo confuso, por algum motivo as memórias pareciam embaralhadas. Ele desceu do carro e foi falar como grupo, comentou que acredita que por motivo de segurança Samuel apagava a memória dele do local correto, sendo necessário andar um pouco a esmo para ver se encontrava o local. Não tendo outra alternativa e muito a contragosto o grupo se dividiu, Regina e Leroy foram com Peter e Alexander andar pelos becos de Chinatown buscando sinais que reavivassem a memória de Peter e o restante ficou dentro dos carros.
Eles andaram sem pressa olhando os locais, o Bairro chinês estava em alguma comemoração e muitos enfeites estavam nas portas das lojas, em uma outra rua estreita muitas pessoas festejavam com música e comida típica fazendo Peter ficar bem nervoso, mas sem sinal de Samuel ou qualquer pista do seu paradeiro.
Na multidão alguém chamou por Regina, um jovem chinês em num misto de surpresa e preocupação conduziu o grupo um beco mal iluminado onde o som ficou abafado e eles conseguirem conversar mais reservadamente.
O estranho abraçou Regina explicando que a cabala da irmandade de Akasha estava sobre ataque da Tecnocracia e ali não era seguro, o FBI controlado pelos tecnocratas caçavam e matavam os envolvidos com a cabala acusados de crimes absurdos. Regina pediu ajuda e falou dos problemas na cidade e o retorno dos Lobisomens, o rapaz explicou que agora era impossível ajudar devido os problemas com o tecnocrata e explicou também que Samuel não era visto a meses por ali. depois de se despedirem o grupo voltou para os carros e Peter decidiu ir encontrar com a príncipe Claer Miller para explicar da invasão e tentar conseguir algum tipo de ajuda, mas era melhor ir sozinho, o resto do grupo ficou em Chinatown esperando retorno.


Peter sem demora dirige até o prédio luxuoso de 3 andares de fachada espelhada e design sofisticado com grande jardins iluminados na frente, a placa com o nome de uma empresa qualquer não levanta suspeitas para os humanos, apesar da enorme quantidade de seguranças muito bem armados circulando próximo a entrada. O prédio é um elísio da camarilla local, usado para fins de reuniões com a príncipe, chamado carinhosamente de Principado pelos membros.
Peter para o carro no estacionamento e é abordado educadamente pelos seguranças, que depois de reconhecê-lo passam a tratá-lo com um respeito que Peter não está acostumado. Depois de passar pelo detector de metais na entrada, foi para o andar que já conhecia. As paredes de vidro e as múltiplas câmeras lhe deram a sensação de estar sendo observados, na “ante sala do trono” uma mulher muito bonita o recepcionou e pediu que esperasse, gritos de ordem e fúria da Príncipe foram ouvidos de dentro da sala, pouco tempo depois Lana Parker a Xerife da cidade saiu pela porta e sem dirigir a palavra a Peter foi embora. Peter era o próximo e sentiu o alívio ao entrar na sala e encontrar Samuel parado ao lado de Claer que sentada na sua mesa, olhava fixamente para a tela do computador. Peter esperou pacientemente, quando foi questionado o porque da visita explicou do problema com os lobisomens conseguindo dessa vez atenção de verdade. Claer ouviu atentamente, informou que o momento era péssimo já que Washington estava novamente sob ataque do sabá, mas iria enviar dois lacaios e equipamentos para ajudar Peter defender o território, mas não poderia fazer muito mais do que isso, agradeceu a informação e dispensou Peter. Samuel informou a Claer que iria resolver alguns e retornaria logo e pediu carona para Peter. Já no carro Peter e Samuel conversaram abertamente sobre os problemas reais, atualizando Samuel sobre tudo o que ocorreu, Samuel explicou que não poderia ajudar diretamente mas iria se reunir com os magos e explicar a situação, mas primeiro precisava levar Peter para conhecer uma pessoa.

FBI

Em chinatown o grupo esperava conversando, ate que e carros do FBI apareceram de súbito fecharam a rua cheia de pessoas. Evitando chamar a atenção e cientes do perigo todos ficaram atentos, os policiais mal desceram dos carros e atiraram em um transeunte desarmado e parado, no meio do corre corre todos se abaixaram atrás dos carros parados enquanto novos disparos foram feitos em instantes um agente apareceu na calçada e mandou o grupo levantar para revista-los, quando o agente se aproximou de Alexander de modo ameaçador, Milo tentando defender seu amado líder saltou pela janela da picape e atacou o policial que reagiu disparando a arma automática, os magos tentaram usar sua magia em ajuda, um abafou os sons do lobo e dos disparos para não atrair outros policiais ocupados correndo atrás de suspeitos, o outro lançou o policial contra a parede, mas Milo foi atingido e caiu. O grupo saiu correndo em disparada para o beco Alexander foi o último, pegou Milo ferido no colo, não sendo uma tarefa fácil de carregar um lodo de quase 50kg ferido e correr, Alexander foi um alvo fácil para o outro policial que chegou na entrada do beco. algumas balas atingiram as costa do vampiro que desequilibrou, mas duas balas atingiram o crânio do Lobo, a visão do corpo mole de Milo indo ao chão tirou qualquer pensamento de Alexander, ele não ouvia mais nada parou de sentir dor, tombou ao lado do corpo do amigo fitando os ferimentos feitos pela bala. Alexander ficou ali no chão sem vontade de se mover, o restante do grupo fugiu pelo do beco tabata tentou voltar para ajudar mas foi contida pelos demais que se esconderam saindo da visão do policial.
Os dois policiais se aproximaram de Alexander pensando tê-lo matado viram a lobo e antes de formular qualquer suposição as garras Alexander cortaram a perna do primeiro, o vampiro em frenesi liberou seus instintos para agir como um caçador, um assassino, um monstro. O segundo policial atirou no vampiro, mas o susto fez errar todos os tiros a queima roupa, ele tremeu urrando de dor depois que Alexander quase o dividiu em dois com as garras da besta. Depois de se alimentar dos policiais Alexander foi para a rua descontar sua fúria em quem estivesse ali, apenas três policiais estavam na rua no momento depois do corre corre e os disparos, como uma felino em caça Alexander chegou por trás de um outro policial rápido e silencioso, segurou a cabeça cravando as garras fundo no crânio enquanto cortou a garganta do policial agonizante com a outra mão. o segundo policial disparou diversas vezes, mas sem sentir dor alguma Alexander não teve dificuldade de matar mais dois policiais.

o último orador dos sonhos

Peter conduziu o carro até o local indicado por Samuel. Em bairro latino de Washington um centro comunitário de esportes viu um grupo fazendo uma dança parecida com uma luta, dois homens do grupo foram ao encontro deles. depois de conversarem com Samuel levaram Peter até uma sala reservada, lá um velho de pele escura sentado sobre uma almofada sorriu para peter e disse:

Os espíritos me disseram que o médico caolho viria em algum momento, não sabia que seria nestas noites tenebrosas, sente-se meu amigo, não temos tempo a perder. Meu nome já não importa mais, lamento em dizer que sou o último mago da tradição dos oradores dos sonhos e levarei a tradição comigo.
Não entendo, porque queria falar comigo, um mero vampiro.
Ninguém é tão pequenino e insignificante que não tenha sua importância para o universo, mas suas ações, Peter, deram oportunidades a seres que estavam condenados e novamente as sua atitudes podem interferir no destinos de muitos.
O que você acha que eu teria capacidade de fazer e ajudar as pessoas?

Os lobisomens que invadiram a caverna, não são os comuns que tentam salvar a terra da degradação. Os que você se prepara para enfrentar, são espirais negras. Lobisomens que se voltaram para o mal e fugiram do seu dever sagrado. Eles se preparam para profanar mais um local de ligação como a energia espiritual, tão necessário para o equilíbrio do mundo… Não estou dizendo que isso salvará o mundo… não é isso! Muitos estão em marcha para destruição, sequiosos e enlouquecidos por poder já condenaram o mundo a seu fim prematuro. Seria loucura até pra mim ter esperança na salvação completa… - o velho tossiu e sorriu mais uma vez antes de continuar devagar e serenamente - O meu livre arbítrio não pode tirar o livre arbítrio de outro, isso é tirania e o universo é um companheiro e amigo, não um soberano impositor… Nem digo que você é um escolhido para nada, pois escolhidos são coisa de quem acredita em destino e não há nada mais ridículo do que a idéia do Destino pré-existente… Fazemos nosso destino dia após dia, atitude após atitudes. Por isso, os espíritos viram uma oportunidade através de você e do grupo que está se formando com esta situação de segurar por um tempo a marcha da perdição coletiva iminente… Compreendeu?

Peter impressionado com as palavras simples e sinceras de um homem visivelmente sem estudos acadêmicos, mas com a paz na voz que levou seus pensamentos para longe. o vampiro confirmou que tinha entendido, mas ainda receoso e sem total fé nas palavras do velho ficou calado, o velho interrompeu o silêncio informando:
Então vou lhe mostrar quem está por trás dessa mensagem que lhe trago!
Peter observou o velho cantarolar com voz rouca palavras em outra língua que ele não entendeu, mas a voz do senhor foi aumentando e preenchendo o ambiente fazendo peter ficar zonzo, como uma alucinação o vampiro percebeu que a pequena sala estava ficando maior e que havia silhuetas de outras pessoas em volta, em instantes se percebeu envolto de uma multidão de pessoas incorpóreas que olhavam para ele, não falavam nada com a boca, mas tinha olhares expressivos passando confiança e esperança, perto do velho Amme segurando a mão do espírito do menino que peter também encontrou no hospital encheu o coração do morto-vivo de emoção, havia muito tempo que não a via. Peter entendeu que livrar a mina de Chevy chase dos lobisomens influência para muitos. Depois que a visão passou. ele se despediu do velho e foi junto com Samuel para o hospital, ligou para Tabata pedindo que todos fossem para lá, foi quando descobriu o ocorrido com Alexander em Chinatown.

Depois do frenesi

Alexander recobrou a consciência um pouco confuso, sentado no chão literalmente brincando com uma cabeça decapitada, soltou a cabeça que rolou do colo para a rua, os corpos mortos dos policiais estavam a sua volta. Demorou até lembrar o motivo, parecendo anestesiado não se abalou depois de lembrar que aqueles ali mataram Milo, mereceram o resultado, alexander lembrou que o roubo roubo de sangue do campus, uma câmera de segurança escondida lhe gerou sérios problemas, o que dirá 5 corpos de policiais onde um deles foi decapitado com garras, ele olhou em volta procurando câmeras e não encontrou nenhuma a vista, um pouco mais aliviado pegou os corpos o mais rápido possível juntando na caçamba da picape como aprendeu com Luna e cobriu com a lona, colocou o corpo morto do lobo no banco de trás, ainda lembrando de flash do que fez enquanto estava em frenesi sem se incomodar com as atitudes.
Depois de arrancar com o carro percebeu que as ruas de Chinatown estavam agora vazias ao contrário do que estavam a pouco tempo atrás. Seu telefone tocou no bolso da calça, atendeu era Peter pedindo que fosse para o hospital para a Reunião com todos.

Peter chegou no hospital depois de Tabata e os magos. Viu o grupo ainda no estacionamento distante de outras pessoas, parou o carro perto deles. Tabata o abraçou carinhosamente falando que não pode ajudar Alexander e temia por ele, os membros da cabala da Ordem de hermes informou que Alexander se descontrolou e urrava como um animal partindo os policiais como se fossem bonecos de pano e temeram de voltar e serem atacados por ele. Não muito tempo depois viram uma van preta entrar no estacionamento, os seguranças sinalizaram para que a van fosse ao encontro do grupo. Dela desceram um homem muito grande e forte e uma mulher robusta ambos com andar e trejeitos de ex-combatentes das forças armadas. O homem se aproximou do Peter e se apresentou como Owen disse que a mulher se chama Mary Jane eles trabalham para a Claer Miller e estavam a disposição por ordens dela, informaram também que a van estava com equipamentos para o combate e que ela adiantou que enfrentariam lobisomens. Peter estranhou a animação do homem e ficou impressionado com o arsenal guardado dentro da van. Não demorou muito até que a picape de Alexander entrasse no estacionamento também.
Depois de colocar todos a par do que aconteceu nas ruas de Chinatown, o gangrel apresentou o problema a ser resolvido, os cinco corpos dos policiais que precisavam sumir, Owen interveio dizendo que o chefe da segurança do hospital, que trabalha também para Roger o descendente de Claer poderia ajudar pois ele era chefe da “equipe de limpeza” da Camarilla antes de ser designado para defesa do hospital. Peter telefonou para Bárbara e pediu que ela designa se o chefe de segurança para o serviço, não demorou muito até ele aparecer com outros carros e pessoas no intuito de resolver este problema.
Após acertar os pormenores Samuel chamou a todos para a reunião que ocorreu em uma sala dentro do hospital, já que ele não poderia ficar por muito tempo ali. Tabata, Leroy Emma e Owen ficaram de fora da reunião alguns foram descansar outros comer algo.
Presentes na sala os vampiros Peter, Samuel e Alexander, os Magos Regina e Srº Gold a lacaia Mary Jane iriam decidir como vencer de uma vez por todas os lobisomens invasores que colocariam todos de Chevy Chase em perigo.




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